quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Opção de viagem - Trem a las Nubes

Meninas,

Vi esta reportagem há cerca de um mês no Jornal Hoje e além de ficar super empolgada para fazer esta viagem, achei que seria uma ótima dica de lua de mel para os mais aventureiros.

A paisagem é linda demais !!!!!!!

Passarei para vocês a íntegra da reportagem que tirei do site do Jornal Hoje.

Espero que vocês gostem ... fica aqui uma boa sugestão.


Beijinhos !!!!






Sei que muita gente vai perguntar a origem do nome do Trem Das Nuvens. É uma história simples: no início da década de 60, dois estudantes da Universidade Nacional de Tucuman, uma província do noroeste argentino, viajaram no trem - que na época ia até Socompa, no Chile, e era comandado por máquinas a vapor. Os rapazes pediram ao maquinista para que, quando a composição passasse pelo viaduto La Polvorilla, fizesse uma descarga lateral de vapor, de forma que eles pudessem filmar desde as janelas dos vagões. Cumprido o trato, o vapor liberado pela máquina não se dissipou imediatamente por causa da baixa temperatura no local; ficou flutuando por alguns minutos, dando a impressão de que o trem estava acima das nuvens.

Mais tarde, um jornalista do Clarín (claro, tinha que ser) recebeu as imagens para fazer o roteiro de um documentário e ficou impressionado com todo aquele vapor. Resultado: na hora, deu o nome de Trem das Nuvens ao documentário. Em seguida, o nome foi adotado pela empresa responsável pelo transporte.


Antes do dia clarear, os turistas já lotam a estação de trem. A partida é marcada para as 7h da manhã, e a viagem é longa. O caminho começa na estação de Salta, que aos poucos vamos deixando pra trás.

O Trem das Nuvens não é luxuoso como o do Orient Express, que ligava Paris a Istambul, nem percorre uma distância tão longa quanto o Expresso Transsiberiano, que vai de Moscou a Pequim. Mas em seu trajeto de 434 quilômetros de ida e volta, entre planícies, vales e montanhas, a composição recria parte do caminho que os súditos do Império Inca faziam há alguns séculos e permite conhecer a natureza da Cordilheira dos Andes em todo o seu esplendor.

Aos poucos, a paisagem vai mudando: do verde das plantações de hortaliças e tabaco, passa ao marrom árido das estepes andinas. A uma velocidade de 35 quilômetros por hora, a locomotiva vence os terrenos inclinados sem o auxílio do sistema de cremalheira – um terceiro trilho dentado, entre os trilhos normais, que ajuda a subir as partes mais íngremes da ferrovia.

Contando apenas com o princípio de aderência das rodas aos trilhos, o trem das nuvens vai subindo graças ao traçado peculiar das vias. Em dois trechos, a composição usa um sistema de ziguezagues, a denominação técnica de uma manobra em que o trem vai pra frente e pra trás alternadamente e usa a força do motor da locomotiva para ganhar altura.

Passamos por túneis, pontes e viadutos e observamos as montanhas mudarem de cor e de aspecto – um visual que é registrado pelas máquinas dos turistas mais atentos. Mas, para alguns passageiros, os efeitos da altitude começam a aparecer: a sonolência é o primeiro sinal do Sorotchi, o mal de altura.

A 2.500 metros de altitude, funcionários do trem servem o chá de coca, que ajuda a amenizar os sintomas. Se o chá não fizer efeito, quem é afetado pelo mal de altura pode procurar o vagão-enfermaria, que é equipado com medicamentos e os fundamentais balões de oxigênio. A enfermeira Lorena explica que, além de sono, os sintomas mais comuns do mal de atura são dor de cabeça, mal estar estomacal e náuseas. A maioria das pessoas melhora com um pouco de oxigênio.
O trem passa pelas partes mais altas das montanhas e parece tocar o céu azul. As lhamas, animais típicos desta região, são as únicas testemunhas da sua chegada ao ponto mais esperado da viagem.

O trecho final da viagem do Trem das Nuvens é a 4.200 metros de altitude, no viaduto chamado La Polvorilla, uma pequena jóia da engenharia mundial. Com 224 metros de comprimento e 63 de altura, o viaduto em curva foi construído com vigas de aço trazidas de navio, peça por peça, da Itália. É chamado de “torre Eiffel da Puna”, a região de grandes altitudes.

De dentro do trem, a sensação é indescritível, como se estivesse suspenso no ar. Lá embaixo, carros e pessoas parecem miniaturas.

Enquanto o trem começa seu caminho de volta, os moradores de San Antonio de Los cobres começam a se preparar: eles trazem peças de artesanato e comidas típicas da região. A parada no pequeno povoado é a única que o Trem das Nuvens faz durante todo o trajeto, e onde turistas e locais se misturam no compra e vende de produtos.

Alguns ainda sentem os efeitos da altitude, outros ainda sentem os efeitos da emoção. Meia-hora depois, o Trem das Nuvens parte em direção a Salta e os moradores de San Antonio de Los Cobres voltam pra casa, até o próximo trem.

O Trem das Nuvens (TDN) é um passeio imperdível, daqueles que ficam na memória praticamente o mesmo tempo em que as fotos permanecem no disco do computador.

Claro que uma viagem no TDN requer um dia inteiro de disponibilidade, já que ele sai de Salta às 7h da manhã e volta, tipo, às 11h da noite. Na ida, as paisagens espetaculares fazem a festa; aos poucos, ela muda do verde para o marrom e aí aparecem as montanhas coloridas, um show. Na volta, tem sempre uma atividade nos vagões, geralmente uma dupla de cantores que fazem brincadeiras com os passageiros.

Com capacidade para 468 passageiros, o TDN não tem uma velocidade muito alta: atinge no máximo 35 km/h. Conta com guia turístico, um ajudante por vagão, pessoal de segurança (a bordo e em camionetes ao longo do trajeto) e médico e enfermeiros sempre dispostos a ajudar, com oxigênio puro, os que se sentem mal por causa do Sorotchi, o temível mal de altura – que, acreditem, atua mesmo e é capaz de derrubar até o turista mais bem preparado fisicamente.

Durante a viagem em direção ao viaduto de La Polvorilla, o ponto alto do passeio, o trem atravessa 29 pontes, 21 túneis, 13 viadutos e faz dois "rolos" e dois ziguezagues, responsáveis pelo aumento de velocidade para a subida da montanha. Notem que as vias não têm cremalheira, aquele terceiro trilho que ajuda os trens a ganhar
altura.

Apesar de ter um vagão-restaurante que serve refeições quentes, o aconselhável é mesmo comer pouco e aceitar a marmitinha incluída no preço da passagem, com arroz e carne frios. Isso ajuda o organismo a segurar a onda contra a altitude; o estômago não fica cheio nem vazio, o que é ideal pra enfrentar o mal de altura, chamado de Sorotchi. À medida que se ganha altitude, o oxigênio no sangue é menor.

Não estranhe se você perceber que a maioria dos funcionários do trem ou os cantores parece estar com a boca inchada; na verdade, eles estão mascando folhas de coca, que ajudam a combater o mal estar. Aliás, quando o TDN alcança os 2.500 metros de altitude, em plena Puna, os passageiros recebem um chá de coca – não o das folhas, mas o já industrializado, com aquele saquinho igual aos que a gente toma por aqui.

Os sintomas mais comuns do mal de altura são dor de cabeça, fadiga, vertigem, náuseas, vômitos e transtornos digestivos. Os especialistas recomendam que, um dia antes da viagem no TDN, os passageiros devem dormir bem, evitar comidas indigestas e o excesso de álcool. Durante a viagem, evite fumar e beba muito líquido, mesmo sem sede. Estando no trem, claro, um pouco de oxigênio inalado ajuda bastante.

A única parada do TDN é em San Antonio de Los Cobres, a mais ou menos 20 minutos do viaduto de La Polvorilla, no trecho de volta (na ida não há paradas). Na pequena cidade, os passageiros podem descer e comprar artesanato feito pelos moradores locais ou comer uma tortilha, feita de farinha e água e grelhada em braseiros iguais aqueles que a gente vê com os vendedores de amendoim torradinho nas praias brasileiras.

Recomendo sempre entrar em contato com a empresa que opera o TDN, a Ecotren, para saber os dias de viagem – porque às vezes, por problemas de chuva, neve ou vento, eles suspendem os passeios. O email é info@ecotren.com.
Abaixo, as tarifas gerais:

Temporada baixa: US$ 120 (Reservar)
Temporada alta – Semana Santa (9 a 12 de abril) e férias de inverno (19 de julho a 2 de agosto): US$ 140

Todas as tarifas incluem café da manhã e lanche. Crianças a partir de 2 anos pagam a mesma tarifa de adultos; menores de 2 anos só pagam seguro e não ocupam assento.

Algumas agências de turismo fazem um tour misto – ou seja, o turista vai de TDN, mas volta de van, desde San Antonio de los Cobres. Há também passeios só de van, que circulam paralelamente ao trem e chegam ao viaduto de La Polvorilla pela parte de baixo.

6 comentários:

Fer disse...

Oiee Maitê
Vou te acompanhar ok!?!?!
Acho a decora~c"ao verde muito bonita e vc colcou foto de vários estilos, muito legal!!!
bjussss

Julia Niquet disse...

pena que a minha lua de mel vai ser bem economica!

doce Marcia disse...

Quem disse que blog não é cultura???rsrsrsr
Sempre lembrando da mamãe heim??isso é ótimo...pois esse doce/compota de figo é bico fazer...comprei já semi pronto, vc encontra em supermercados grandes...eu comprei no "Franco Assado". Ele vem em embalagem plástica com líquido.Siga as instruções e pronto. Agora tudo é mais prático e rápido pra fazer...Tenho certeza que vc fizer, vai ficar 1 delícia mesmo se não souber cozinhar..Depois, como mulheres modernas q somos, cozinha não é nosso lugar rsrsrsr
beijocas carinhosas

http://docemarcia.blogspot.com/

Nanda disse...

Oi Maitê! 1° vez que venho no seu blog e achei uma graça. Me identifiquei muito com você, pq sou do Rio e após o casamento estou indo morar em outro estado tb, só que um pouquinho mais longe de você. Em Manaus. Então imagina como eu estou ...Rsrsrs.. Li cada post seu desde o início, e estou achando a sua casa linda!
Vou te acompanhar! Bjokas

Fernanda disse...

Olá Maitê!!
Lindo o lugar e a descrição tbm... é para lá que você vai passar a Lua-de-Mel?

Beijos,

Cristina Gallardo disse...

Poxa Maite, que lugar mais interessante. Pena que ja vou gastar um dinheiraço só com as passagens por Brasil e o tempo é curto.

Lindona, aquele colar é o escolhido sim, ja veremos como fica com o vestido. Eu mesma que fiz entao posso mudar ou reinentar..rs

Beijos