segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Genebra - Parte 1

 Meu sonho de infância é rodar a Suíça e a Áustria, mas como é um sonho bem antigo, quando chegamos na Espanha, fui decidida a fazer este roteiro nos nossos 15 dias finais de férias, antes de voltarmos ao Brasil. Acontece que muitos destinos foram se tornando prioridades para o marido, o orçamento para uma viagem do porte Suíça/Áustria foi minguando, os preços de passagens para início de Agosto não ajudavam muito e acabei desistindo de fazer meu tão sonhado roteiro (que por acaso já está pronto a espera da oportunidade). Como não me contentava em passar 6 meses morando na Europa e não colocar pelo menos meus pezinhos na minha tão sonhada Suíça, aproveitamos uma promo da SuissAir com passagens por 39 euros para Genebra e lá fui em realizar um mini pedacinho do meu sonho.

Genebra possui pouco mais de 200 mil habitantes e por ser uma cidade "internacional" devido as Organizações Mundiais, 40% da população é formada por estrangeiros. Considerada também como a Capital da Paz por ter em seu solo, a sede da ONU e o quartel general da Cruz Vermelha.

Como chegar ao centro de Genebra (vindo do aeroporto)


O aeroporto de Genebra fica bem perto do "centro" da cidade. E o bilhete entre a cidade e o aeroporto é grátis, basta você retirar o bilhete logo depois de pegar as bagagens. Quase ao lado das portas de saída da área de desembarque, vc verá estas máquinas (foto abaixo).


Após pegar o ticket, é só seguir as placas City Train, ou seguir o fluxo de pessoas, a grande maioria segue em direção ao trem (a estação de trem fica no subsolo).



O ticket vale por oitenta minutos e da direito a uso ilimitado de trams (bonde elétrico), trens e barcos dentro da cidade de Genebra. A viagem entre a cidade e o Aeroporto é de 9 minutos. E você precisa ter MUITA atenção ao trem que você pega e as paradas dele, pq na minha época de pesquisas, não vi nenhum trem saindo do aeroporto e fazendo "ponto final" no centro de Genebra. Geralmente vão para outros destinos, então caso vc perca a estação, pode ter que pagar uma passagem (e multa), caso algum fiscal pegue você e não acredite na sua boa intenção.

 

Nosso hotel tinha posição bem estratégica: em frente a "Genève Cornavin" e as linhas de tram que nos levariam aos passeios que eu tinha em mente. Além de ser a uma pequena distância de caminhada ao  Lac Léman (Lago Léman), o coração da cidade de Genebra, e onde fica o "Jet d`eau" - um jato de água que atinge 140 metros de altura, considerada a fonte mais alta da Europa, que pode ser vista de até 10 milhas de distância e está cravado no centro do lago.


Assim que chegamos, recebemos um cartão que nos dava direito a transporte gratuito por toda a cidade. Isto não foi cortesia do hotel e sim um presente que todo  turista recebe quando chega a cidade

No dia seguinte, após o café da manhã, fomos rumo a ONU que fica um pouco mais longe do centrinho turístico. Em frente a estação de trem, você irá encontrar a estação dos Trams. Pegue o tram número 15 em direção a Nations. O tram faz ponto bem na Place des Nations. A praça tem esse nome graças à presença do Palais des Nations, que é a sede europeia da ONU.



Além da ONU, é nesta praça que fica a famosa Broken Chair: Monumento criado em 1997 por Daniel Besset para protestar contra as minas terrestres utilizadas nas guerras. Por isto vemos uma das pernas da cadeira destroçada.




Do outro lado da ONU, encontramos a UIT (International Telecommunications Union ). Para muitos... nada representativo, mas para uma engenheira de telecomunicações é tudo. Só de tirar uma foto em frente, já fiquei cheia de orgulho. rs....

Para a minha pequena e para todas as outras crianças que estavam por perto, o ponto alto da Praça foram os jatos de água. Só ali perdemos quase 1 hora entre corridas de um lado por outro, passando no meio d`água.


Depois de fotos e diversão, fomos em direção a entrada para fazermos a visita guiada a ONU. Para chegar até a entrada, vá a pé, contornando a sede a ONU. No caminho, você passará pelo Parc des Nations. Um parque bem bonito e cheio de esculturas.





Continuando a caminhada pela Avenue de La Paix, passamos pelo Museu Internacional da Cruz Vermelha. O museu parece realmente bem interessante e impactante pois o objetivo do museu é que o visitante sinta/perceba a triste realidade das pessoas que enfrentam uma guerra. Por estar com uma criança de apenas 4 anos, achei que não seria muito adequado fazer a visita com ela.


Quase em frente ao Museu Internacional da Cruz Vermelha, chegamos a entrada da Sede Européia da ONU.


O prédio das Nações Unidas foi construído entre 1929 e 1936 e o tour guiado dura aproximadamente 1 hora. Para fazer o tour vc precisa passar pelo raio x, apresentar o seu passaporte e pagar 15 euros (ou 20 francos suíços). Se vale a pena???? Para mim, vale muito a pena. O Tour nos leva não só pelas áreas públicas da ONU, como nas alas privadas, nas salas de debates, auditórios.... Uma visita interessantíssima onde aprendemos o pq da ONU existir e qual é o papel fundamental dela nas relações entre Países.








O Tour guiado acontece diariamente das 10:30 às 17 horas com guias em Inglês, Alemão e Espanhol (somente no verão) e há saídas para o tour a cada 20 minutos.

Já no inverno, o tour é oferecido somente em Inglês e tem saídas a cada 1 hora.

No final do Tour, ainda nos deliciamos com a Loja da ONU com vários artigos e livros do mundo inteiro.



Da sede da ONU, fizemos o caminho de volta e no mesmo ponto que saltamos, pegamos o tram número 15 de volta ao nosso ponto inicial. 

Pertinho do nosso hotel, fica a loja Manon. Uma loja de departamentos enorme, com vários andares. No subsolo vc tem a opção de supermercado onde compramos muitos chocolates suíços por bom preço. Ali vc também encontra opção de comida, lanches, bebidas, legumes, verduras e souvenirs. No último andar da Manon, vc encontra um restaurante bem gostoso. Nos indicaram dizendo ser BBB (o famoso bom, bonito e barato). Me iludiram. Não tem nada de barato ali. Mas com o passar das horas e analisando os preços de Genebra, constatei que o restaurante não era barato, mas pela qualidade da comida, também não era caro.








Para quem tiver com crianças, vale a pena dar uma olhada na sessão de brinquedos infantis. Encontrei muito brinquedo bom em promoção por 10 euros. Um dos brinquedos que comprei para a minha filha, simplesmente estava custando R$ 199,00.


Saindo de lá, fomos em direção ao Lago. Nossa primeira parada foi descer uma espécie de passarela que passava por debaixo de uma ponte. Ali ficamos pertinho da água cristalina no Lago e dos cisnes. Fiquei completamente extasiada. São poucas as imagens que marcam a minha memória e até hoje, não consegui tirar da mente aquela água puríssima, aqueles cisnes, aquele ar puro... o Mont Blanc ao fundo coberto de neve. FASCINANTE.





Dali, caminhamos mais alguns metros e fomos conhecer o Monumento de Brunswick. Um mausoléu construído em 1879 dedicado a Carlos II. Segundo o seu testamento, o monumento é uma réplica exata do túmulo da família Scaligeri que fica em Verona.



Quase em frente do monumento e junto ao lago, encontra-se uma placa que indica o local onde a Imperatriz Sissi foi assassinada, no dia 10 de Setembro de 1898. Ela se encontrava hospedada no Hotel Beau Rivage que fica em frente.


Dali, caminhamos até o Jardin Anglais para tirarmos foto no relógio de flores ( Horloge Fleurie), feito com mais de 6 mil flores


Nos perdendo pelas ruas da Cidade Velha de Genebra e caminhando em direção ao Reformation Hall (Parede dos Reformadores no Parque dos Bastiões), passamos pelas duas ruas principais de compras da cidade: Rue du Rhône e Rue de Rive.

 

A Manor e a Globus (na rua du Rhône 48) são as duas grandes lojas de departamento com tudo que você pode imaginar, inclusive supermercado. Para quem tem crianças, a loja Franz Carl Weber é uma loja de brinquedos enorme.

Chegando ao Parque dos Bastiões, fomos direto a Parede dos Reformadores. Os mais importantes reformadores protestantes da Europa, estão homenageados neste local, com enormes estátuas:

Guilherme Farel (1489 – 1565), João Calvino (1509 – 1564),Teodoro de Beza (1513 – 1605) e João Knox (1513 – 1572).






De lá, voltamos novamente para o Lago, pois queríamos chegar pertinho da "Jet d`eau" e seu impressionante jato. É possível passar do lado. É se continuar a caminhar pelo "pier" é possível ver o
Bains de Pâquis. Apenas no verão, este local se transforma em praia e vira o point para moradores e turistas. Possui sauna,, café, espaços para banhos no lago e piscina). Pelo que notei, o lugar estava incrivelmente cheio.





Já exaustos de tanto andar, fomos caminhando em direção ao hotel (margeando o Lago) e jantamos no hotel no mesmo. 

Vista do nosso quarto com "Jet d`eau" ao fundo. Infelizmente a foto
não mostra a beleza do Mont Blanc ao fundo ( a parte meio rosada
no fundo

 





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