quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Divã

Boa tarde meninas !!!!!

Hoje vou falar sobre algo que muito me incomoda e que veio a toa ontem, enquanto eu assistia ao filme Divã. Eu sei que o filme não é tão atual assim, mas na época em que ele chegou aos cinemas, não me empolguei em assistí-lo e só fui fazer isto ontem por pura insistência do marido.



Antes de qualquer análise do meu ponto de vista...vamos a sinopse do filme:


Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher de 40 anos, casada com Gustavo (José Mayer) e mãe de dois filhos, que decide procurar um psicanalista. A princípio, a decisão, que seria apenas para matar uma curiosidade, provoca uma série de mudanças em seu cotidiano. No divã, Mercedes questiona seu casamento, a realização profissional e seu poder de sedução. A melhor amiga, Mônica (Alexandra Ritcher), companheira de todos os momentos, vê de perto a transformação de Mercedes e participa de suas novas experiências e descobertas, apesar de nem sempre concordar com suas escolhas.


O filme no geral é até bonzinho,dá para dar umas risadinhas pelas situações (para mim) um pouco constrangedoras que a personagem principal se mete. Mas confesso que fui dormir revoltada com alguns aspectos que vi. Claro que nem todo mundo precisa concordar comigo e pelo que andei lendo por este vasto mundo de informações, parece que sou uma das poucas pessoas que analisaram o filme sob uma outra ótica e não gostaram do filme.

Para ser mais clara no que estou dizendo ... separei partes de um texto bem interessante que traduz exatamente o que estou tentando escrever por aqui.

" Mercedes é uma mulher lúcida, vai ao analista sem saber porque. Pois se sente feliz, realizada. Casada à quase duas décadas, dois filhos adolescentes e um marido com quem mantêm uma relação morna, Mercedes pinta quadros para assim dar conta do seu interior, das metáforas da sua alma."


"A procura por um analista é por mero acaso, uma curiosidade, porém, esta experiência acaba por mudar o rumo de sua existência porque a partir deste instante, o casamento, sua realização profissional e seu poder de sedução são colocados à prova: a harmonia dá lugar à desarmonia e transforma-se em um autêntico caos  ....  a partir do caos no casamento: adeus moralidades, adeus monogamia casamenteira, adeus primeiro amor, adeus marido, adeus pudor."

"Após perder a resistência diante do psicanalista ,Mercedes revela-lhe suas fantasias erótico-mentais hollywoodianas, seus amores platônicos com Mel Gibson, a masturbação frequente durante a ausência do marido, o desejo de amores juvenis: seja como for, essa sujeição por jovens acaba lhe saindo caro demais, pois não existe, na realidade, o jovem idealizado com o pensamento maduro, como assim o quer a “des-razão” da personagem Mercedes."

"Em nome da fugacidade do casamento Mercedes realiza quase todos os extravios que podem ser feitos em seu nome: trai o marido, fuma maconha,comporta-se como uma mocinha no auge dos seus 20 anos e por fim, finalmente se separa do marido."

"Além da protagonista há uma constelação ao lado dela, um deles é o marido Gustavo (interpretado por José Mayer: que possui uma suposta amante – objeto de total falta de ciúmes da Mercedes !!! Ela pouco se importa se o marido tem outra ou não ... pelo contrário ... acha normal !!!)"

Por fim, termina o filme sozinha, usando as mesmas roupinhas sem graça e vendo o ex-marido remodelado: trocando o óculos pelas lentes, comprando vinhos caros, viajando e encontrando um novo amor (mais jovem diga-se de passagem).

Sinceramente, neste ponto sou o que podemos dizer "pessoa conservadora". Acho ridículo uma pessoa aos 40 anos se comportar como a personagem principal do filme. Eu entendo que pode-se chegar a uma certa idade, concluir que nada foi feito e que ainda dá tempo de se viver ... mas tem idade para tudo nesta vida. Não acho digno uma mãe de família com filhos para criar (pois os dela nem na faculdade estavam ainda), fumar MACONHA e achar o máximo, dormir com o irmão mais velho da SUA ALUNA particular e achar que isto é super normal, ir para uma boate gay com um rapaz de 19 anos e usar o banheiro como motel e etc... e realmente achar que isto é a busca pela verdadeira felicidade.

Sei que neste momento tem um monte de gente criticando a minha postura em relação ao filme. Aposto que tem algumas dizendo que vou ficar recalcada quando envelhecer ... mas ... fazer o que ? Cada um tem a sua opinião e a minha é esta: uma mulher para ser feliz não precisa bancar a ridícula. Vá procurar a felicidade de uma forma menos DEPRECIADORA.

É isto meninas ... espero que vocês tenham conseguido captar o meu ponto de vista. Como muitas por aqui sabem ... não tenho o dom da escrita e às vezes me perco no meio das palavras e dos meus pensamentos.

Fico por aqui !!!!!

Beijinhos enormes !!!!!



* Créditos pelos fragmentos de texto:
http://www.webartigos.com/
http://www.cranik.com/diva.html
 
 

9 comentários:

Jessica disse...

OI Tete
Ontem tb vi este filme pela primeira vez...olhando pelo lado apenas de filme, levando-o como ficção, sim, podemos dar boas risadas...mas penso da mesma forma como vc...posso ser recalcada, quadrada, antiga, seja como quiserem nomear, mas por atitudes assim, q sentimentos, fidelidade, lealdade, e relacionamentos estão totalmente banalizados...Como vc disse, isso deprecia a figura da mulher cada vez mais, e isto é um tanto qto triste...
Ser feliz, ser estável virou sinonimo de monotonia, e somos induzidos a buscar insensantemente por aventuras, adrenalina, e tentam colocar em nossas cabeças que correr riscos é legal...
Cada um tem sua forma de ver a vida, cada um tem sua forma de interpretar o q é certo ou errado...
E por isso tenho minha opinião, q é bem contrária à esse filme...
Bjoooo

karina e Júnior disse...

Concordo plenamente com vcs!!!
Bjs

Karla disse...

Eu vi esse filme tb acho que umas duas vezes e o que vc falou é a realidade, tudo bem que vendo o filme rimos um pouco e tal mais se for analizar o filme é tudinho que vc escreveu.

Beijossssss

Karla disse...

Eu tb vi esse filme amiga e concordo c vc.

Bjs

Sandrinha disse...

Oi Maitê.
Eu vi este filme tem bastante tempo, aqui em casa.
A Lilian como sempre, atuando mto bem.
Lembro q ri bastante com o filme. Agora lendo o seu resumo, tenho q concordar com a sua opinião.
Temos o nosso tempo e não podemos nos ridicularizarmos.
Sendo assim tb sou bem antiguada. Mulher madura, com experiência da vida e filhos, não deveria se prestar a uma atitude desta.Isto acaba tornado a mulher vulgar e devalorizada.
A felicidade não está em querer voltar um tempo q já foi.

Beijinhos

Juliana Galante Magalhães disse...

Oi Tete
o que mais me incomoda no filme é a idéia absurda de que a terapia levou a personagem a fazer isso. Aliás fico revoltadíssima! Nunca vi ninguém entrar para ser atendido por mim e sair pirando geral sem propósito algum.
Não gostei do filme e tive dificuldade em terminar de assistir por algumas vezes. Começava e parava sempre.
Beijos
Ju

Flávia - Compartilhando Idéias... disse...

Puxa vida.
Até que enfim encontrei alguém que não idolatra cegamente este filme.
Eu assisti 20 minutos do filme e começou a me dar sono, muito chato.
Não tem muito a ver com a sua opinião porque nem cheguei a ver tais cenas que você citou, mas eu estava me sentindo "anormal" por não ter gostado de um filme onde todas estendiam tapete vermelho.

Mesmo não vendo as cenas, concordo com você pelo que escreveu aqui.
Um beijo Maitê.

Musa disse...

Amiga, ainda não vi o filme, mas concordo c o q vc falou. rsrsrs. Pô, bom senso é importante, né? o problema é q todo mundo acho q o bom senso é o seu! rsrsrs
Vou te ligar!

Bjos!

Silvia disse...

Tb não me empolguei para ver o filme, acho que por algumas das razões que você citou.

Agora nem vou perder meu tempo!

Beijos!